domingo, 17 de fevereiro de 2013

Seda



Qual flâmula
Farfalha a seda macia
Desliza contra a pele,
Arrepia

O corpo nu sob a seda
escarlata
Orna Leda,
Em lânguida borboleta

Sedosa tez
Seduzida pela maciez da seda
A espera do cisne
Contorce em sede
Leda

Ah Leda, vestes o berço
Das mariposas bebês
Inebriada foste atraída
Às luzes de tantas cores
Derramadas no manto da tua pele nua

A caldeira ferve borbulhante
Inocentes as pupas dormentes
Desconhecem
O destino fervente

Leda envolta em seda
Desmente em tom demente
A cruel saga da trama dos fios

Leda se deleita
Enquanto Zéfiro furioso
Adentra da janela
Em lufadas gélidas
Lambendo-lhe
Alando-lhe
Ardendo

O seio sedoso
 enrijece sob a seda
enquanto ela pinta o lábio
Carmim

Leda suspira
Aos sussuros de Zéfiro
Espera que a hora se apresse
E que o afago da seda
Lhe adormeça
A sensibilidade de mariposa
Para que devassa
Enlace
A hora do cisne





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