terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mistere



Estava escuro
Uma noite negra cujo manto
Se estendia na abóbada do infinito

Um escuro sem forma
Suspendido
Soturno

Uma estrela
súbito postulou
uma existencia

Um marco
O início e o fim

Foco

Nubentes escuro e estrela
se misturaram no doce mel
do contraste branco e preto
e o segredo procriou em luz
multiplicando os pontos no céu

Formas geométricas
espelhos paralelos na amplitude
girando o caleidoscópio
maniqueisticamente

A luz negando o escuro
O escuro fugindo da luz
tão distante e tão juntos
existindo um em função do outro

No sonho estrelas mil
adornam um céu convexo
e explodem como fogos de artificio
lançando-se verticalmente
ao abismo

O céu se nubla, apenas algumas restam
O ente suspenso no mistério pondera
Por que cairam as estrelas?

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