sexta-feira, 4 de maio de 2012

OVO


OVO
o
ente
pequenino dorme
em laços de afeto
dormente
docemente
envolto
absorto
nana nenê
mimi bebê

No berço da tua criação
Dormem os sonhos dos teus pais, da tua geração
Dorme criação de luz, acalentado pelo canto
das vozes todas que se calaram, das luzes
que não brilharam, tu tens a esperança
de que a nova criança que viaja
vem da terra não descoberta
dos mares não desbravados

Vem menino! Olha o apito do navio partindo
Escuta o pássaro que te espera para cantar
Os braços que te anseiam segurar para assim estarem seguros
Vem para o porto da tua vida, continuação de outras tantas
O futuro te espia, com saudades já deste que principia
Deste momento em que docemente balouças borbulhando
no paraíso das bolhas encantadas que nunca estouram
antes flutuam no ar de um sonho tão grande que partiu
da propulsão de um design inteligente, divino
grande demais para compreender, mas que tudo sabe
na inexplicação das águas que continuamente te alimentam
o colo da vida te espera, ávido, o leite da sabedoria já
inundam os peitos da natureza, a voz do vento já preparou
a canção para te ninar e a noite já prepara os seus temores
pra fazer de ti um homem de coragem, luz aos dissabores
Vem com a força das marés, das luas, dessa que é só sua!

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