quinta-feira, 10 de março de 2016

Ária às araras azuis





Ora, direis, araras?
Araras azuis não coram
Decoram o céu,
Azuis,
Choram cântaros
Araras cantando em coro
caminhos às amoras
ora, ora, araras
amores
amoras
Onde moras?
Em que cores resplendoras
Desabrocham tuas áureas auroras?
Onde agora?
Ara!...
Choram as araras
Ante secas cachoeiras de outrora
Florestas desfloradas
Céu descorado
O que eras arara?
Que encantos afora?
És desta era outras horas
Cara arara
Adora a flora
Que te adorna ainda
A arbórea que devora
E que te ampara
Arara no céu cobalto paira
Faixa mais azul
Arauto que ora:
árias em flauta
mensagens sem pauta
eras ébrias
Sombras efêmeras
Mármores de geléia
Inscritos de marengas memórias
Metáforas de glórias
Se ora ou outrora
Sempre me palpita,
Sara
Flor azul em secas varas
Voam senhoras...
Às namoradoras araras
juro eterno amor
Seus bicos em côro respondem: amora


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