sexta-feira, 5 de abril de 2013

soneto da expiação




em posição fetal
meu anjo chora
deriva no agora
que fito mortal

chora o imortal
lágrima aflora
do anjo que ora
não é celestial

anjo nu, asas alvas
alva tez, insensatez
chora anjo às almas

cegas, nuas, feridas
cujas lágrimas lavam
as chances perdidas
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